terça-feira, 20 de março de 2012

por Juliana Mohring




Para contar uma experiência estética, primeiro pesquisei um pouco sobre seus conceitos básicos e cheguei a conclusão que seu significado é: Experiência estética é um encontro que não consiste em assimilar ou integrar a beleza que nos proporciona a natureza ou a arte, mas em em participar no mundo natural e no mundo artístico, ou seja, não é a beleza da natureza ou da arte que entra em nós; nós é que entramos nesse mundo. Esta participação é possível porque o sentir estético é um sentir aberto à natureza e à arte. (http://www.notapositiva.com/resumos/filosofia/estetica.htm)
   Comecei então a pensar em algo que eu tenha vivido que pudesse se relacionar com essa ideia e cheguei a várias respostas mas escolhi uma que aconteceu na semana passada. Fui a um restaurante aqui na rua da FAAP para almoçar e na saída do restaurante sempre tem algo doce para pegarmos e nesse dia havia bolinho de chuva e imediatamente lembrei da minha vó, de quando eu era criança e adorava ir até a casa dela para brincar, passar a tarde com ela e comer os bolinhos de chuva deliciosos que ela fazia pra mim. Isso me fez sentir uma saudade enorme daquele tempo, já que agora por causa da faculdade estou morando em São Paulo e assim ficou mais difícil de visitá-la sempre por ela morar na minha antiga cidade, São Roque.

AC/DC

por Vinicius Costa

Minha melhor experiência estética foi ir ao show do AC/DC, a dois anos atrás, no estádio do Morumbi. Sou fã de música desde moleque, sempre que posso, assisto a shows e compro material das bandas que admiro. O AC/DC sempre foi umas das bandas que eu sonhava em ver ao vivo, porque sempre quis sentir a energia que tanto falam de um show do AC/DC. E posso afirmar que é isso que você sente quando olha ao redor e vê 70 mil pessoas lotarem um estádio, todas em busca da mesma coisa, da mesma sensação, da mesma música. Toda a experiência valeu a pena, desde a compra do ingresso, a espera na fila, o lugar privilegiado, ao profissionalismo da banda, a qualidade técnica, os fogos de artifício e efeitos especias. De todos os shows em que estive, guardo esse na memória em especial.

Meu intercambio


Por Gabrielle Auad
Acredito que meu intercâmbio tenha sido uma experiência estética para mim. Quando eu tinha 8 anos, meus irmãos decidiram morar um ano fora na Austrália. Logo que eles foram, me sentia muito sozinha em casa mas como era muito pequena não me lembro muito de como foi ficar um ano sem eles, mas me lembro da vontade que tinha de morar fora também. Eu e meus pais fomos buscar minha irmã e fomos ate a Austrália e eu me encantei por cada cidade que visitamos, principalmente por Sidney. Era uma cidade grande como São Paulo, tinham praias lindas, o clima era muito parecido com o Brasil e foi a partir dessa viagem, que minha vontade de morar em Sidney cresceu mais ainda. Aos meus 15 anos, decidi começar a ver meu intercâmbio. Meus pais não deixaram eu ficar nada mais que 6 meses. Mas pelo menos deixaram eu ir pro lugar que eu queria. Eu estava muito cansada da escola, estava com uns problemas com algumas amigas então a única coisa que queria era sair de São Paulo e ter uma nova experiência de vida Em Julho de 2009, com 16 anos, fui para Sidney! Meus dois melhores amigos foram comigo, o que me fez sentir menos sózinha. A despedida foi horrível, nunca achei que fosse ser tão difícil me separar da minha família. Tinham vários adolescentes juntos de varias cidades do Brasil e só fui conhece-los bem depois de um mês mais ou menos quando, já em Sidney, começamos a se encontrar nos pontos de ónibus perdidos sem saber pra onde ir ou qual era o endereço certo de casa. A minha primeira impressão da família que fiquei la não foi muito boa. Logo que entrei na casa, que era um pouco escura, cheio de mato em volta, fui direito para o meu quarto, e a minha "mãe" perguntou se eu queria comer alguma coisa eu disse que não e fui dormir. Eu não tinha celular ou Internet pra poder falar com meus pais. Entrei no meu quarto e comecei a chorar desesperada e querendo ir embora. Mas essa angustia logo passóu quando eu conheci todos aqueles adolescentes, e começamos a descobrir a maravilhosa cidade que Sydney era. Me apeguei a minha "família" e a minha casa mesmo não convivendo muito com eles, porque mesmo passando 6 meses no mesmo lugar, não me sentia tão em casa. O que me fez sentir realmente em casa foram os meus amigos, que se tornaram a minha família. Meu intercâmbio realmente me mudou muito e para melhor. Eu passei a ver a vida com olhos diferentes, conheci pessoas que com certeza foram essenciais para essa mudança, conheci lugares que me marcaram e que lembro ate hoje. Saia muito la, tive uma vida muito independente e com isso criei responsabilidades, criei opiniões próprias, vivenciei muitas coisas das quais nunca vou vivenciar aqui. E principalmente, fiz duas amigas que com certeza fizeram do meu intercâmbio a melhor experiência da minha vida. Mesmo depois de 3 anos, nada mudou, nos falamos quase todos os dias, nos vemos sempre que da porque moramos em cidades diferentes, e com certeza, sem elas, tudo teria sido diferente. Falar aqui por cada experiência que passei seria impossível porque foram tantas que eu poderia passar uma vida inteira contando sobre elas. Mas com certeza, não me arrependo de nada do que passei e faria tudo de novo.

Para contar uma experiência estética, primeiro pesquisei um pouco sobre seus conceitos básicos e cheguei a conclusão que seu significado é: Experiência estética é um encontro que não consiste em assimilar ou integrar a beleza que nos proporciona a natureza ou a arte, mas em em participar no mundo natural e no mundo artístico, ou seja, não é a beleza da natureza ou da arte que entra em nós; nós é que entramos nesse mundo. Esta participação é possível porque o sentir estético é um sentir aberto à natureza e à arte. (http://www.notapositiva.com/resumos/filosofia/estetica.htm)
   Comecei então a pensar em algo que eu tenha vivido que pudesse se relacionar com essa ideia e cheguei a várias respostas mas escolhi uma que aconteceu na semana passada. Fui a um restaurante aqui na rua da FAAP para almoçar e na saída do restaurante sempre tem algo doce para pegarmos e nesse dia havia bolinho de chuva e imediatamente lembrei da minha vó, de quando eu era criança e adorava ir até a casa dela para brincar, passar a tarde com ela e comer os bolinhos de chuva deliciosos que ela fazia pra mim. Isso me fez sentir uma saudade enorme daquele tempo, já que agora por causa da faculdade estou morando em São Paulo e assim ficou mais difícil de visitá-la sempre por ela morar na minha antiga cidade, São Roque.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Pôr do sol



Passei minha infância toda indo todos os finais de semanas para Avaré onde meus pais tinham uma casa. O lugar era lindo! A casa era de frente para a represa, tinha um jardim lindo onde fazíamos piquenique e brincávamos de pega pega, tinha uma cocheira com três cavalos e andávamos todas as manhãs com eles. Mas o meu programa favorito era quando meu pai me chamava no fim da tarde para sentar no jardim de frente para a represa para nós fazermos a contagem regressiva enquanto o Sol ia se pondo. Era um momento de nós dois. Meu pai me colocava no colo dele e ia contando de cem a zero até o sol se pôr por completo. Lembro perfeitamente do jeito que ele me chamava para fazer isso, da animação que eu ficava de começar a contar e dar “tchau” para o Sol e da paz que me trazia vendo aquela paisagem linda!

Meus venderam em casa há alguns anos e por mais que eu amasse tudo daquele lugar o que eu mais sinto falta é de ver a represa e sentar na grama com o meu pai vendo o Sol.

Hoje, sempre quando alguém comenta que viu o sol se pondo e principalmente quando eu mesma vejo, sem esforço nenhum me vem meu pai na memoria e um sentimento muito bom.
Camila Funaro Camargo

Bonecos de Neve


Por: Pasquale Milone Netto

Uma experiência estética que eu tive foi quando eu vi pela primeira vez na minha vida neve. Eu estava fazendo intercâmbio no Canadá, estava na cidade Halifax em Nova Scotia. Claro, era de se esperar que nevasse, mas eu sempre quis ter a sensação de tocar na neve, de brincar com ela, de fazer vários bonecos com ela. Eu já estava no Canadá fazia uns meses, e nada da neve aparecer. Lembro que cada manhã, depois que eu acordava e saía do meu quarto, eu olhava para janela de fora esperançoso.
Mas finalmente este dia tinha chego, e pela primeira vez na minha vida, vi neve na minha frente! Tirei algumas fotos, e pude aproveitar um pouco dela antes de ir para a escola lá. Quando toquei nela, me surpreendi o quanto ela era dura,pesada e mais gelada do que eu imaginava,sempre achava que ela era fofinha por causa dos desenhos e filmes que assistia. E como era escorregadia também! Lembro também que tentei fazer uns bonecos de neve, porém eles nunca ficavam estáveis, e também não ficavam assim tão bonitos.
 Infelizmente, não cheguei  a perder um dia de aula por causa de nevoadas fortes ( a irônia é que um dia depois que eu voltei para o Brasil, isso aconteceu lá em Halifax ), mas eu fiquei muito feliz em poder experimentar a neve, e espero ter essa mesma oportunidade no futuro.

Lembranças boas.

Por: Jaqueline Almeida


A minha experiência estética está relacionada ao filme Marley e Eu. Eu adoro cinema, sempre que lança um filme novo lá vai eu dar uma conferida, e não foi diferente com Marley e Eu, que inicialmente eu achei que fosse ser um filme super fofo sobre cachorrinhos e tudo mais, e foi isso mesmo, mas eu não esperava que além disso o filme me causaria tanta emoção, me traria tantas lembranças da minha infância, dos meus cachorros, da minha vida. E não tem jeito, eu posso assistir o filme dez vezes e as dez vezes eu vou chorar e me emocionar lembrando dos bons momentos que tive com todos os meus cachorros, que não foram poucos.
por: Victoria De Stefani
uma experiência estética marcante na minha vida, foi quando em uma viagem eu entrei em uma loja que vendia colônias, ao sentir as fragrâncias encontrei uma que era exatamente o cheiro da minha avó, praticamente ela em potinho. Não era o perfume que ela usava, era seu cheiro particular, com mistura de sabonete, hidratante, e perfume. Logicamente comprei uma para ela e uma para mim, pois me lembrava muito ela.
Por: Aline Corona Prandi .


Quando eu tinha seis anos, fui para Disney com meus pais, meu irmão e amigos da família. Como eu era muito pequena, eu fui crescendo e muitas vezes esquecendo algumas coisas que tinha visto. Com quinze anos, ganhei uma viagem de aniversário pra lá também e fui com mais sete amigas. A Disney tem toda aquela história de que é um mundo mágico, parece que você está em outro planeta e na verdade eu lembrava muito pouco da minha primeira viagem pra lá. Foi engraçado porque aquela paraceia mesmo minha primeira viagem para fora do pais e eu fui com toda a certeza de que todas as sensações que eu poderia sentir seriam novas. Realmente muitos dos lugares que visitei foram como se fosse a primeira vez, e muitos eram mesmo, mas muitos eu não senti a sensação de "novo". Eu lembro especificamente de um lugar no parque "Sea World" onde tinha tirado foto com meu irmão. Entramos em uma das atrações do parque para ver os animais e era tudo coberto por gelo, artificial, mas o ambiente era frio e retratava o Pólo Norte. Na minha viagem dos quinze anos eu lembrei exatamente o que tinha acontecido quando estive lá com meu irmão! Foi uma sensação completamente diferente de tudo que já tinha sentido porque eu não só lembrava, mas como lembrava muito bem tudo que tinha acontecido. Tirei foto com minhas amigas e quando voltei para o Brasil, revendo fotos da primeira viagem, achei a foto do mesmo lugar, tirada anos antes. Definitivamente lá é um lugar marcante para mim e com muitas lembranças boas.

Cidade Maravilhosa


Por: Marina Diniz


Minha experiência estética foi quando eu passei o carnaval no Rio de Janeiro este ano.
Já havia ido uma vez à cidade maravilhosa, mas como é comum da época, choveram os três dias da minha estadia.
Este ano juntei dinheiro e fui. Fiquei nove dias na casa de uma amiga em Copacabana, e como já esperava, foi muito divertido.  Pulamos o carnaval de rua, com os bloquinhos. E todo dia, íamos ver o pôr-do-sol na praia.
Mas o que mais me marcou na viagem, foi uma festa que fui no Morro do Vidigal. Lá é uma favela que está pacificada há um tempo, então o policiamento é bem grande.
A festa ficava lá no alto. Mas era muito alto. Pegamos uma van que quase não conseguia subir devido ao peso. E estava muito cheia, meu amigo sentado no meu colo, tocando um funk do celular do menino que cobra as passagens. Foi muito engraçado.
Chegando à festa, me deparei com uma vista incrível. Um ângulo do Rio que eu não nunca achei que fosse conhecer. Via as praias do Leblon, Ipanema até o Arpoador.
Quando sai de lá, já estava de dia. Vi o sol nascer.
Foi tão lindo, uma vista que nunca tinha presenciado, que achei uma grande experiência. 

" Quadro do quarto da vovó"

por: Vitória da Matta Ferreira 






Sentada em um balanço, sinto que posso voar ao dar um impulso bem forte. Por um breve segundo vejo tudo do alto e então volto a cair. E depois subo de novo, em um vai e vem que parece não ter fim. Seguro bem forte a corda, que raspa na palma da minha mão grosseiramente. O ranger da corda em um ritmo cadenciado me faz viajar para bem longe, transportando-me para um lugar imaginário.
Fecho os olhos para poder sentir o vento que me envolve com serenidade e toca minha pele levemente, acariciando-a. Sinto-me mais leve, como se estivesse voando. O aroma da natureza ao meu redor forma uma brisa fresca e perfumada, das manhãs de verão. O sabor do vento me lembra amoras, jabuticabas, morangos, posso sentir o gosto de frutas dentro da minha boca.
A luz do sol rompendo os galhos e folhas das árvores traz de repente um calor morno e confortante e enche de brilho meus olhos e a paisagem em volta de mim. Posso ouvir em harmonia com o ranger das cordas o canto de passarinhos que se animam com a luz do sol.
Meu sapato sai, permitindo que meus pés toquem as folhas, aquecidas pelos raios de luz, mas ainda úmidas pelo orvalho da manhã.
Quanto sentimento de liberdade, de paz, de contemplação. Quanta vontade de eternizar aquele momento em um quadro de sentimentos e imagens que, ainda que presos em uma moldura, representem toda a paixão e vitalidade de minha juventude!



O Balanço
Auto: Jean-Honoré Fragonard
 Onde ver: Wallace Collection, Londres, Reino Unido 
Ano: 1767 
Técnica: Óleo sobre tela
Tamanho: 81cm x 64cm 


Minhas lembranças do balanço, que ficava no quintal da minha , se misturaram com as sensações que tinha ao ficar olhando para o quadro. Já não consigo lembra-los separadamente e diferenciar as memórias. O quadro virou uma foto do que vivi.  


O "quartinho"


Por Mario Romancini


Havia passado duas semanas no Canadá a trabalho e era o dia de voltar para casa. Estava exausto e só queria dormir na minha cama! Meu vôo para Miami embarcava as 18:45 da noite então como um bom cidadão cheguei com duas horas de antecedência no aeroporto. Sempre utilizava um visto especial para entrar nos EUA ja que estava trabalhando lá e nunca tinha tido problemas com a imigração até então. Após o check-in me surpreendi em ver que a alfândega para a entrada nos EUA era feita em Toronto, ou seja em solo Canadense! Me direcionei a fila e depois de longos 50 minutos o oficial me chamou. Entreguei meu passaporte da mesma forma que fiz inúmeras vezes, mas dessa vez seria diferente. Por algum motivo o sujeito estava de mal-humor.
A autoridade me fez inúmeras perguntas estranhas e em seguida me mandou seguir para uma sala. Naquele momento não podia mais perguntar nada, falar nada e nem mesmo utilizar o telefone celular para avisar ninguém do que estava ocorrendo. Era um quarto fechado, com muitas cadeiras e pessoas que tinham em seus rostos expressões de preocupação. Ali fiquei por mais de duas horas. Nesse meio tempo o meu vôo já tinha saído (o último do dia) e ao tentar entender o motivo de estarem me mantendo prisioneiro, levei respostas rudes. Fui tratado como um terrorista, como se tivesse cometido algum crime. Esses homens não queriam saber se eu estava perdendo um vôo, se tinha compromissos ou como iria passar mais uma noite na cidade. Eu não podia nem me dirigir a eles.
Acabei perdendo meu vôo. Não tinha mais nenhum avião que iria para Miami naquela noite então me restaram duas opções: dormi no aeroporto ou achar um hotel. Isso porque mesmo sendo culpa deles, os mesmos não ofereciam nenhum voucher ou dinheiro para que eu pudesse esperar até a manhã seguinte. Olhei para os lados enquanto me dirigia ao hotel e vi dezenas de pessoas e família dormindo no chão do saguão pois não tinham como pagar uma noite em um hotel. E tudo porque foram mandados ao quartinho.... Muitos sem motivo nenhum!
Passei quase três anos no Estados Unidos e adoro aquele país, acho que eles são um exemplo de organização, limpeza e etc... Mas infelizmente se acham os donos do mundo e ainda tem muito o que aprender sobre como tratar as pessoas com respeito e dignidade.

Saudade

Por: Mariela Euzébio


Um momento que considero marcante em minha vida foi quando pude, pela primeira vez, visitar meu avô. Sempre ouvi de meus amigos que eles estavam indo na casa de seus avós e ainda hoje ouço de muitos que suas infâncias foram muito bem vividas ao lado de seus avós e eu nunca pude dizer o mesmo (com uma leve inveja...). Meu avô mora em Nova York e todo ano ele vinha para São Paulo para visitar minha bisavó, portanto meus pais nunca sentiram a necessidade de sair daqui, afinal, meu avô sempre vinha. Vinha e contava mil histórias e até meus 12 anos, o meu sonho era ir para a Disney de tanto que ele falava de lá. Em 2007 nós resolvemos fazer uma surpresa para nossos familiares, incluindo meu avô, e fomos passar o Natal e o Ano Novo em suas companhias. O que realmente mexe comigo até hoje e que marcou demais é que consigo lembrar do cheiro do prédio do meu avô, um cheiro absurdamente específico. E claro, quando vi que ele morava em um prédio igual aos que eu via em filme, fiquei encantada e achei meu avô o cara mais cool que eu já havia conhecido. Quando dá saudade, vem esse cheiro junto... Estranho, mas bom : )

I’m so happy, ‘cause today I’ve found my friends... - vitor zillo



Nasci em Marilia, 11 de fevereiro de 1993. Uma semana depois já estava morando em Cáceres, MT. Morei lá até os 13 anos, e até os 10 meus melhores amigos eram Eric Krause e Eduardo Mariano, mas foi com 11 anos que a vida ficou boa. Novas pessoas na sala, fiz novos amigos, Bruno Fadoul, Eduardo Raymundi, Genisllan (eu sei, é estranho) Toledo e Leoncio. Na época gostavamos muito de um desenho chamado Naruto, e o pai de um deles tinha uma loja de móveis, então uma vez por mês faziamos o que chamavamos de “corujão”, todos iam pra casa dele e dormiamos na loja (era sempre de fim de semana, a loja não abria), faziamos a maior farra e zona na loja, fingiamos ser os personagens do desenho, alguns deles tocavam violão, escutavamos e tocavamos Nirvana, nossa banda favorita da época, não sei como o pai dele nunca ficava bravo. Dormir 7h da manhã era cedo pra gente. E acordar 2h depois de dormir era dormir até tarde. Aos 13 anos, meu pai resolveu que iamos nos mudar de volta pra Marilia. No ultimo dia de aula, resolvemos que seria nossa despedida, meu amigo Bruno também ia se mudar, o grupo estava se desfazendo. Bruno pegou um dos uniformes e cada um de nós assinou o nome do com o sobrenome do personagem favorito do desenho. Eu nunca mais vi o Bruno desde então, os Eduardos, o Leoncio e o Genisllan eu vi no ano seguinte, porque voltei pra terminar a mudança, e o Eric ainda vejo de vez em quando porque ele se mudou para Assis, que é perto de Marilia. Apesar de tudo, ainda nos falamos, sempre lembrando daquele tempo, e como queriamos nos encontrar de novo, pra conversar e relembrar. Desde então, toda vez que escuto uma musica do Nirvana, principalmente Lithium, nossa favorita, lembro dos bons tempos que tive com meus amigos, das noites de “corujão”, dos roxos das brincadeiras de lutinha(leoncio e bruno não sabiam brincar), da água gelada da pscina, do cheiro do bolinho de chuva que a madastra dele sempre fazia(era muito booooom!!!!). Foi com certeza a melhor fase da minha infância. Eu queria ter uma foto do uniforme assinado, mas falei com o Bruno e ele prometeu me mandar a foto, mas ainda não a recebi.

Uma marca eterna


Nathalia Carvalho Esteves
Eu entendo por experiência estética , algum acontecimento ou momento que marca para nós de uma forma , que jamais será esquecido , por conta das nossas emoções ou simplesmente por ver algo como uma foto , escutar um nome , uma música , que traz todo aquele sentimento á tona no momento real.
E posso afirmar que para mim sem dúvidas se trata de uma fase na minha vida , esta na qual já superei e era como um peso , que com toda a graça passei , venci e hoje me recordo com muito carinho e alegria .Esta foi com 2 anos quando meus pais descobriram  que eu tinha câncer no fígado , no caso a doença hepatoblastoma, com 4 anos fui transplantada e hoje posso afirmar que estou totalmente curada , e esse acontecimento me deixou uma marca , não só uma como várias , mas uma delas é uma cicatriz na barriga do transplante , muito grande , que não tenho vergonha alguma dela , como até a minha mãe já me disse `` filha você quer tirar? Te dou de presente.`` , mas eu penso que não , pois ela significa que vive a tudo isso e ela vai continuar comigo o tempo que for necessário, tenho muito orgulho dela.
Portanto para mim , uma experiência estética foi meu transplante de fígado que venci e me deixou uma cicatriz na barriga , que alguns podem interpretar como algum ruim , mas eu todo ano comemoro como uma renovação de vida e esse ano comemorarei 16 anos.
Agora deixo para vocês aqui umas fotos , que representa um pouco desse acontecimento.
Hospital Albert Einsten, 3 anos



Doutor Paulo Chapchap,quem me transplantou, 4 anos (tempo de internação).

Hospital Sírio Libanês , 4anos , para receber a alta .

Por: Marcel Popovici




Com uma rápida pesquisa do que seria estética na internet achei uma definição:
"Estética (do grego αισθητική ou aisthésispercepçãosensação) é um ramo da filosofia que tem por objeto o estudo da natureza do belo e dos fundamentos da arte. Ela estuda o julgamento e a percepção do que é considerado belo, a produção das emoções pelos fenômenos estéticos, bem como: as diferentes formas de arte e da técnica artística; a idéia de obra de arte e de criação; a relação entre matérias e formas nas artes. Por outro lado, a estética também pode ocupar-se do sublime, ou da privação da beleza, ou seja, o que pode ser considerado feio, ou até mesmo ridículo"


Partindo desse conceito de que a estética esta relacionada com a sensação e com a produção de emoção , venho contar um fato um tanto quanto bizarro  o qual aconteceu durante uma de minhas viagens.


Em minhas férias estava fazendo um "mochilão" com meus amigos e uma das cidades pela qual passamos foi a cidade de Amsterdam , a qual particularmente tem muitas experiências estéticas disponíveis para serem relatadas, no entanto, vou relatar apenas uma delas.


Durante o dia passeávamos pela cidade em busca de algo para fazer ,  passamos diversas vezes por uma praça central a qual a maioria dos bares estavam localizados e alguns restaurantes, até ai nada fora do comum. A grande surpresa foi quando no começo da noite surgiram alguns caminhões do governo passaram deixando alguns banheiros químicos na rua , mas o grande problema era que não eram banheiros químicos normais , os banheiros não possuíam portas (pelo menos os masculinos) e eram totalmente a céu aberto , algo totalmente diferente do que estamos acostumados aqui no Brasil ou na maioria dos países, isso realmente acabou ficando marcado em minha mente , onde pessoas usavam em plena luz do dia , o "banheiro" sem a menor importância de se alguém estava olhando ou se estavam passando em volta.


Hoje em dia toda vez que vejo um banheiro químico em algum show ou algum outro lugar eu fico feliz que no nosso país pelo menos os banheiros tem porta e temos um pouco de privacidade. 


Fotos:





“Como um Anjo”



Por: Giulianna Pais
“Estética significa aquilo que pode ser percebido pelos sentidos, ou aquele que é dotado de sensação”
Levando em consideração a frase (retirada do site www.notapositiva.com), a estética está relacionada com sensações. Pra mim, uma experiência estética na qual já passei várias vezes, e ainda acontece bastante, é o fato de estar sempre relacionando músicas às pessoas, a lugares, e a momentos que pra mim foram importantes e significantes. Uso a música como um jeito de lembrança, e dependendo de cada fase em que estou, seja ela boa ou ruim, existe uma música certa para eu ouvir e me fazer me sentir adequada àquele momento.
Existe casos que são inevitáveis, e que seria impossível escutar uma música, e não se lembrar de uma pessoa. Um exemplo disso, é a música “Como um Anjo” do Zezé Di Camargo e Luciano. Faz um tempo, em que no meu aniversário, minha mãe pediu para o cantor que estava ali na hora dedicar essa música a mim.  E a partir deste dia, não tem um momento que eu consiga ouvir, e não parar para pensar nela, e no dia da minha festa.. E isso é claro que faz eu me sentir bem, me faz sorrir automaticamente, até pelas palavras da música que são lindas e se encaixa nessa situação entre mãe e filha.
A mesma coisa acontece com Your Song, que me faz lembrar de meu avô. Só que esta já é diferença, que apenas relacionei ambos na minha cabeça. Talvez pela letra, talvez pela melodia, mas algo que me faz ouvir essa música e já trazer imediatamente meu avô pra minha cabeça. E que causa em mim esta sensação de saudade, de tristeza e ao mesmo tempo alegria ao saber que ele está em um lugar melhor que o que estamos agora.
A música tem um poder sobre mim que é meio inexplicável. Por mais que não o faça, sei que quando estou triste posso colocar uma música feliz, para me animar, porque me fará sentir bem, e tranquila seja lá como as coisas estejam. E poder usa-las para me fazer lembrar de algumas pessoas importantes, de datas, de momentos que não voltarão, é um conforto, porque sei que de algum jeito, com aquelas sensações que as músicas me causam, posso voltar um pouco em algumas situações e reviver de alguma forma, a partir do que eu sinto. 

Momento marcante

Por Tathyana Paulickova


É engraçado como uma coisa do passado consegue se tornar tão presente de repente.  Algum acontecimento que marcou a sua história, que te faz pensar em situações agradáveis ou constrangedoras podem chegar na sua memória apenas com uma música, um cheiro, um toque, uma sensação qualquer.
Aconteceu comigo. Há um tempo atrás, um parente da minha família faleceu. Minha bizavó era muito próxima a mim e como quase nenhuma morte é bem vinda a dela também não foi. Ela se foi deixando mágoa no coração de muitos, mas ela, já havia completado a sua missão na terra, então, entendemos, mesmo com coração ferido. Ela tinha um jeitinho especial, usava determinadas roupas e também um perfume que a completava. Sempre estava bem arrumado e não poderia faltar um toque especial, o perfume.
Depois de alguns anos que ela se foi, deitada no meu quarto, esperando o sono bater em minha porta, senti o cheiro de um perfume. Respirei profundamente para ter certeza se era o cheiro que me lembrava ela e, bingo, era mesmo. Senti aquele perfume e de repente passou várias histórias na minha cabeça. Era como se um livrinho tivesse sido aberto e varias lembranças me vieram à tona.
Comecei então a relembrar de todos os momentos que passei com ela. Cada pontinho que havíamos plantado em minha historia foram se tornando tão presentes que meu coração começou a bater rápido porque junto com as lembranças vieram também a saudade.
Foi uma experiência que me marcou. Foi um momento que tenho certeza que alguém já deve ter passado e que fez com que emoções,sendo elas boas ou ruins, voltaram tão rapidamente na memória que chega ate a ser engraçado. 

O dia do mergulho

Por Juliana Saad Sanchez




               Quando estava no segundo ano do Ensino Médio da escola, minha classe teve que fazer uma viagem à Paraty para conhecer os seus centros históricos. Além de ter que andar horrores no chão em formato de paralelepípedo, ser picada por todos os mosquitos imagináveis e derreter no sol escaldante da cidade, no penúltimo dia era o tão esperado “Dia do Mergulho”. Obviamente com esse nome já deu para entender que nós fomos de barco até o alto mar para ter a experiência maravilhosa (maravilhosa mesmo, não estou sendo irônica!) de mergulhar.
               Eu lembro que estava muitíssimo ansiosa junto com meus amigos. Nunca tinha feito aquilo antes e estava curiosa para saber como era ver o fundo do mar de perto. Embora estivesse um pouco receosa por justamente ser a primeira vez.
               Tudo foi muito bom. Se pudesse resumir numa só frase, seria essa. Demos muita risada, fizemos brincadeiras na água e o dia estava incrivelmente lindo. Sabe quando você olha para o céu e não vê nenhuma nuvem? Ficamos especialmente felizes por causa disso porque nos dias anteriores acabou chovendo e existia a possibilidade do mergulho não dar certo. Ainda bem que deu!
               O fato engraçado do dia foi eu colocando a tão famosa roupa de mergulho. Justo eu que sou toda atrapalhada, para colocar aquela roupa toda apertadinha, não foi nada fácil.  Sou daquelas que não consegue andar nos lugares sem bater nos outros sem querer ou então derrubar os objetos em volta. Depois de sofrer muito para conseguir me enfiar naquela roupa, não conseguia nem me mexer. Aqueles pés de pato também não quiseram colaborar com a minha pessoa. Parecia um pinguim andando, ou pelo menos, tentando.
               Pedi para o Paulo, um dos meus melhores amigos, tirar uma foto da minha situação. Quando coloquei aquela máscara de mergulho, parecia um inseto gigante. Incrível como a gente muda, de pinguim passei para formiga.
               Chegou minha hora. Pulei no mar, apresentei-me para o instrutor e ele perguntou se podíamos começar a afundar. Não lembro exatamente como isso funciona, mas eu sei que eu coloquei uma espécie de cinta para eu boiar sem fazer nenhum esforço no mar e ela também servia para me fazer afundar e ficar submersa.
               Aos poucos senti meu corpo descendo e descendo. Quando fiquei totalmente embaixo d’água, tive que respirar com aquela máscara de oxigênio e quase entrei em pânico. Pedi para o instrutor subir para eu respirar direito e ver se acostumava com aquilo. Afundamos de novo.
               “Agora sim”, pensei. Peguei o jeito da coisa e consegui finalmente respirar. O instrutor que estava junto comigo foi me guiando para dar uma volta no fundo do mar. Passamos por umas pedras que haviam milhares de peixes pequenininhos, lembro que ele ficava apontando para eu ver e toda hora fazia o sinal de “ok” para saber se eu estava bem e se podíamos continuar com o passeio.
No fundo do mar me senti naqueles documentários da Discovery que passavam na aula de Biologia. Com certeza foi uma das melhores experiências que já tive. Lá embaixo é tudo tão silencioso e calmo que dá a sensação de que nada mais existe. Só você, os peixinhos e o instrutor ao lado fazendo sinal de “ok”.

domingo, 18 de março de 2012

Better Together


 Thais da Costa Gomes


Antes de começar a falar da minha experiência estética, acho que seria melhor explicar o que é uma. Experiência estética pode ser relacionada com um dos cinco sentidos (audição, paladar, tato, olfato e visão) e relaciona-los com algo, seja um momento bom, ruim, entre outros.
Na noite de minha formatura do colegial, a comissão do meu colégio tinha feito um vídeo com as fotos de todos os alunos do Terceiro e colocado uma única música de fundo, a música se chama “Better Together” do Jack Johnson. E, por ser uma música pequena, de aproximadamente 4 minutos e ter muitos alunos no meu colégio, a música ficou tocando inúmeras vezes.
Uma hora começou a ficar chato, claro, mas o que importa é que a música ficou tocando tantas vezes que, agora, quando eu escuto, me remete àquela noite. Como foi bom ver minha turma se formando, minhas amigas, minha família ali me apoiando, se sentindo orgulhosos de mim.
Foi, com certeza, um dos melhores momentos da minha vida e fico feliz que uma música de um dos meus cantores favoritos me lembre de algo tão bom, tão gostoso de lembrar.
Então, no final do ano passado, quase exatamente um ano depois de eu ter me formado, essa música tocou no rádio. Me lembrei de tudo, senti uma saudade enorme de tudo. Sempre que ouvir, vou me lembrar. 



Feno Molhado


por Júlia Branco

Sempre fui grata por ter estudado em escolas que chamam de “alternativas”  tanto pelo método de ensino quanto pelo espaço físico onde ela se encontra. Desde pequena sei o que é poder brincar entre as ávores, sentir o “cheiro da chuva”, ouvir o canto dos pássaros...
Uma lembrança que tenho da segunda escola na qual estudei, Escola Ágora,  é o cheiro do feno depois que chovia. É um cheiro forte, marcante, que chega até a ser acolhedor  por causa das lembranças que surgem com ele. Nessa escola há muitas árvores, e até um riozinho passa por ela, então o clima também era diferente.
Mas a minha experiência estética aconteceu muitos anos depois de eu ter saído de lá: foi neste carnaval em uma viagem que fiz para um sítio perto de Piedade-SP. Era um lugar bem bonito, verde, e, como na minha escola, havia muitas árvores e um rio passando. Todo esse clima úmido ao caminhar entre a natureza me lembrava a Ágora, e foi exatamente em um desses passeios que eu tive a minha experiência. Aquele mesmo cheiro forte e marcante me trouxe uma lembrança de momentos bons que já tive e que sempre vou lembrar com muito carinho. Durante alguns segundos me senti acolhida nas minhas lembranças do cheiro de feno molhado.

Visita ao jardim de Monet


Por Mariana F. Infantozzi

Aos sete anos, ganhei um livro da minha mãe chamado “Linéia no Jardim de Monet”, de Christina Bjõrk e Lena Anderson. Trata-se de uma literatura infantil, que conta a história de Linéia, uma menina que adorava flores e acaba conhecendo as obras de Claude Monet, por meio do livro de um amigo. Ela resolve então, ir à França visitar o jardim onde Monet trabalhou em seus quadros. A obra ilustra todo o jardim e fala sobre a vida e as obras do pintor impressionista.
Quando terminei de ler, fiquei com água na boca para fazer o mesmo que Linéia: ir ao jardim e à casa de Monet. Eu amei o livro, realmente viajei na história, mas essa, ainda não é a minha experiência estética.
Quando completei doze anos, em 2005, minha madrinha me deu uma viajem, para eu ir com ela e minha avó à Europa conhecer a Itália e a França. Eu sabia que finalmente tinha chegado minha vez de ir ao jardim de Monet. Era praticamente realizar um sonho, por que sempre pedi para minha mãe me levar até lá e eu esperava essa oportunidade há tempos.
Nós fomos em Julho, no verão escaldante europeu, período perfeito para ver as decorações maravilhosas de flores, que os europeus são especialistas em fazer.
Os Jardins e a casa de Monet se encontram em Giverny, à 45 minutos de Paris, portanto, saímos para a visita de manhãzinha em um dia de muito sol. Durante toda a viagem nem sequer me lembro o que se passava em minha cabeça, só sei que quando cheguei ao local, não pensei em mais nada e vivi aquele momento inesquecível. Fiquei perplexa quando entrei no jardim, não dava para acreditar que realmente estava lá, eu não piscava e nem falava, só tirava fotos e olhava ao redor.
Numa tentativa de descrevê-lo, diria que é um lugar de natureza, vida, paz e energia! A sensação é de estar dentro de uma obra de Monet, de entrar na pintura efetivamente, como se estivéssemos no universo do pintor.
 Era uma mistura de felicidade, alegria, prazer, uma emoção indescritível, que se somou a lembrança do momento que terminei de ler meu livro, e pensei que um dia visitaria aquele lugar fascinante.
Acho que essa junção de sensações com a memória de uma vivência, fizeram-me passar por uma experiência estética. Isso, não só por ter contemplado a beleza do jardim, o visual, mas por ter eu mesma esquecido de mim e entrado em outro mundo, outra órbita! Foi o resultado de uma miscelânea de percepções e sentimentos momentâneos, com um valor, uma história, que adquiri com a leitura do livro. Creio eu, que se não tivesse ganho “Linéia no Jardim de Monet” e não tivesse me empolgado tanto com a leitura, nada do que passei no jardim teria sido igual.



Na foto, eu e minha madrinha na visita ao jardim